O StandUp MORREU
Como o modelo de comédia mais sem graça da história é utilizado de ferramenta para guerras ideológicas.
Eu nunca fui muito fã de standup comedy, a ideia de escutar um cara em cima de um palco contando piadas sempre me pareceu meio estúpido, como fã da vanguarda surrealista sketch comedy humor de babaca alá monty python e hermes e renato , o standup parecia raso, sem essência e sem graça, e além de tudo apelativo, muitas vezes usando estereótipos como punch, que ao longo do tempo acaba perdendo a graça.
O produto desse tipo de comédia que mais me interessa é a série americana “Seinfield”, protagonizada pelo comediante de standup Jerry Seinfield, um pioneiro do modelo nos Estados Unidos, mas apesar desse meu fascínio pela série, que considero uma das produções televisivas mais engraçadas de todos os tempos, o forte nunca teve nada a ver com o protagonista comediante, e nem com o standup, na realidade a série serve como objeto de estudo para analisar as origens da prática do standup, ou seja: “Qual que é a das máquinas de lavar louça ein galera”.
E não é de se espantar que recentemente o próprio Jerry Seinfield, numa rádio nova iorquina, fez uma declaração polêmica sobre como a extrema esquerda vem sugando a graça da comédia, e isso porque até pouco tempo atrás esse era extremamente reservado na questão política, o que levou Seinfield e muitos outros a finalmente sair da toca ideológica foi exatamente a nova função do standup comedy: a guerra ideológica.
Não é novidade que a esquerda considera o standup uma prática desprezível, o comprometimento histórico com o politicamente correto da ideologia já é de muito tempo, e como os comediantes muitas vezes abordavam uma oratória provocativa já era de imaginar que os progressistas se sentiam incomodados, isso não mudou, porém nos dias de hoje uma nova forma de métrica moral foi criada, o cancelamento, e então a esquerda finalmente tem o poder de etiquetar a comédia standingup como reacionária, e esse poder todo cria um desbalanceamento no cenário da comédia.
Com todos os humoristas sendo chamados de bolsonaristas, foi preciso uma nova leva de retratações políticas, e então os que eram contra a direito se sentiram no dever de se mostrar esquerdistas para não afetar sua reputação, e consequentemente os direitistas se sentiram atacados pela nova esquerda mimimi que se dizia capaz de “cancela-los” e acabar com a sua fonte renda, resultado disso? Guerra cultural no front da palhaçada, e assim chegamos no cenário atual em meio a essa guerra, todos as figuras da comédia tem que ser taxadas de direita ou esquerda, minions ou comunistas, nerdolas ou lacrolas, coxinhas ou petralhas.

